Categoria: Nutrição

Atenção aos rótulos

O que você leva em conta na hora de escolher o que entra ou não no seu carrinho do supermercado? Já parou para prestar atenção ao rotulo do produto que está comprando? Será que ele é realmente o que diz ser? Muitas pegadinhas podem estar escondidas nas informações de uma embalagem comercial. Por isso, você encontrará a seguir algumas dicas para ficar atento.

  1. Leia a lista de ingredientes. Por lei a lista de ingredientes deve apresentar seus produtos em ordem decrescente, ou seja, o item que aparece primeiro está em maior quantidade que o segundo, o segundo em maior quantidade que o terceiro e assim por diante. Evite alimentos que contenham açúcar ou sal entre os primeiros da lista e fuja daqueles que têm muitos ingredientes, com nomes que você não sabe o que significa (isso quer dizer que esse alimento tem grandes chances de ser ultraprocessado).
  2. Confira na parte de cima da tabela nutricional a que porção ela se refere. Nem sempre a porção indicada corresponde ao conteúdo total da embalagem. Muitas vezes as indicações nutricionais se referem a apenas uma colher de sopa ou a uma xícara do produto.
  3. Observe as quantidades de fibras, minerais e vitaminas. Mas seja crítico: um alimento que tenha vitaminas adicionadas, mas muitas calorias e gorduras, por exemplo, não é dos mais saudáveis.
  4. Sobre a gorduras trans, é bom esclarecer que nem sempre um produto cuja tabela nutricional indica ter “0” gordura trans realmente não tem esse nutriente. A legislação permite que sejam declarados como “0” teor de até 0,2 g de trans por porção. Para descobrir se há ou não, só checando a lista de ingredientes. Se entre os ingredientes houver “gordura vegetal hidrogenada”, por exemplo, certamente tem gordura trans.
  5. Para as pessoas  que possuem alergias ou intolerâncias alimentares cuidado redobrado com a lista de ingredientes e com as observações que o fabricante pode acrescentar, como por exemplo “este produto pode conter traços de …”
  6. Cheque sempre o prazo de validade do produto.

Chá verde

Durante séculos, o chá verde chinês tem sido considerado, no Extremo Oriente, uma bebida saudável. Depois da água, é a bebida não alcoólica mais consumida no mundo. Estudos recentes produziram resultados que afastaram muitos mitos, mas também confirmaram alguns benefícios importantes para a saúde, em relação ao seu consumo regular.

Hoje, é considerado alimento funcional que consumido na alimentação cotidiana pode trazer benefícios fisiológicos e específicos, graças aos seus componentes ativos.

O chá verde é rico em vitamina K, nutriente essencial para a coagulação sanguínea. Os compostos polifenólicos como as catequinas, epicatequinas, epigalocatequinas e epicatequinas galato são flavonóides responsáveis por controlar e prevenir certas doenças, como a inibição da carcinogênese, redução do desenvolvimento da doença coronariana.

Respeitando a individualidade de cada pessoa o ideal a ser consumido para obter-se seus benefício é de até 1L de chá verde por dia.


REFERÊNCIA:

MANFREDINI, V.; DUARTE MARTINS, V.; SILVEIRA BENFATO, M. Chá verde: benefícios para a saúde humana. Revista Infarma, Vol 16,nº 9-10, 2014
FREITAS, H.C.P.; NAVARRO, F. O chá verde induz o emagrecimento e auxilia no tratamento da obesidade e suas comorbidades. Rev. Bras. de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo v. 1, n. 2, p. 16-23, Mar/Abr, 2007.

Quem tem pressa…fica com fome mais cedo

Quanto tempo você leva para terminar seu almoço? Você sabia que quem come muito rápido sente fome mais cedo?

Sempre aconselhamos nossos pacientes a fazerem suas refeições em um local calmo e agradável onde possa apreciar sua refeição com a devida atenção que ela merece.

“Ahhh mas aí é querer muito Dra, não tenho tempo para essas regalias, meu dia é muito corrido, preciso engolir a comida para voltar ao trabalho”.

Não se trata de regalia. É uma necessidade fisiológica! A comida precisa de tempo para ser degradada (bem mastigadinha), digerida e absorvida. Precisamos triturar bem os alimentos por meio da mastigação pois isto exigirá menos esforço do seu estômago. Quando a comida chega ao intestino, há um processo de liberação de hormônios que transmitem ao cérebro informações de que não precisamos comer mais. Este processo demora algum tempo. São necessários de 20 a 40 minutos para que o cérebro receba a mensagem.

Assim, se você comer muito rápido, precisará comer uma quantidade maior para ficar satisfeito e irá sentir-se demasiado cheio posteriormente.

Por isso, por mais corrido que seja seu dia, trate sua alimentação com a devida atenção que ela merece. Ela que te manterá disposto ao longo do dia e saudável por mais tempo.

Canela x Glicose


O consumo regular de canela pode promover o metabolismo saudável da glicose. Um estudo realizado no Departamento de Beltsville Human Nutrition Research Center verificaram que a canela melhora a intolerância à glicose e diabetes. A canela regula a expressão de genes envolvidos na ativação de receptores de insulina na membrana celular, aumentando assim a absorção de glicose e diminuição dos níveis de glicose no sangue.

Devido à incidência de aumento em até quatro vezes de doença cardiovascular em diabéticos tipo II, os pesquisadores tem procurado nutrientes que podem simultaneamente, aumentar o metabolismo de glicose e os níveis de lipídeos. Num estudo publicado no Diabetes Care, a canela provou ser um agente com esta dupla ação. Sessenta adultos (30 homens e 30 mulheres) com diabetes tipo II foram divididos em seis grupos. Três grupos consumiram um, três e seis gramas de canela, e outros três grupos doses equivalentes de placebo. Após o período de inicial de 40 dias, todos os três níveis de canela reduziu níveis séricos (jejum) de glicose entre 18 à 29%. A dose de um grama reduziu os níveis de triglicérides em 18%, colesterol LDL em 7%, e o colesterol total em 12%. As doses mais altas de canela as reduções foram ainda maiores de triglicerídeos, LDL e colesterol total.

Canela demonstra ser um dos mais poderosos nutrientes disponíveis para melhorar o metabolismo da glicose. Pesquisadores da USDA no centro de Beltsville estudaram 49 ervas, especiarias e extratos de plantas medicinais quanto ao efeito na glicose nas células. Eles descobriram que a canela era o produto mais bioativo, seguido de hamamélis, chás verde e preto, e pimenta da Jamaica. Segundo esses pesquisadores a canela tem ação de potencializar a atividade da insulina em mais de três vezes.

Procure seu nutricionista para saber a quantidade e forma ideal de inseri-la no seu dia.

Antioxidantes x Câncer


No Brasil, estima-se a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer para o biênio 2016-2017. As etapas de iniciação, promoção e progressão de carcinogênese têm sido comumente associadas ao estresse oxidativo, em que o excesso de espécies reativas de oxigênio (ERO) promove dano tecidual e produção de compostos prejudiciais aos tecidos. No organismo, o estresse oxidativo ocorre quando há desequilíbrio entre os sistemas pró-oxidantes (aumento) e antioxidantes (diminuição).

Os antioxidantes atuam de maneiras diversas contra as ERO, especialmente através de três linhas de defesas orgânicas. A primeira é por intermédio da prevenção, caracterizada pela inibição da produção de substâncias nocivas. A segunda, é a interceptação, em que os antioxidantes interceptam a atividade das ERO. E a terceira e última, é o reparo, que acontece quando as duas primeiras linhas não foram totalmente efetivas.

Análises demonstram que pacientes com câncer apresentam níveis diminuídos de compostos antioxidantes. As enzimas antioxidantes, dependentes de selênio e zinco, que antagonizam o estresse oxidativo, também encontram-se em níveis baixos nas células tumorais. Nesse sentido, tem sido demonstrado que o selênio pode interagir com as vitaminas A e E na prevenção do desenvolvimento de tumores.

Com relação a isto, foi demonstrado em análise, que mulheres com câncer de mama apresentavam consumo diminuído de vitamina E e vitamina A, antioxidantes que podem contribuir no mecanismo de neutralização do perfil pró-oxidativo da doença. No câncer de próstata, diferentes formas de vitamina E, como alfa e gama tocoferol, parecem contribuir de maneira importante na diminuição do risco da doença.


REFERÊNCIA

BONNER, M. Y.; ARBISER, J. L. The antioxidant paradox: what are antioxidants and how should they be used in a therapeutic context for cancer. Future Med Chem., London, v. 6, n. 12, p. 1413-1422, 2014.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Incidência de câncer no Brasil. 2016.
PORTANTIOLO, T. N. Consumo de vitaminas antioxidantes por mulheres com câncer de mama submetidas ao tratamento quimioterápico na cidade de Pelotas-RS. Rev. Bras. Cancerol., Rio de Janeiro, v. 60, n. 4, p. 323-329, 2014.
ROHENKOH, C. C.; CARNIE, A. P.; COLPO, E. Consumo de antioxidantes durante tratamento quimioterápico. ABCD, Arq. Bras. Cir. Dig., São Paulo, v. 24, n. 2, p. 107-112, 2011.
VANCE, T. M. et al. Dietary antioxidants and prostate cancer: a review. Nutr Cancer., Philadelphia, v. 65, n. 6, p. 793-801, 2013.