Posts by: Giselle Barros

Antioxidantes x Câncer


No Brasil, estima-se a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer para o biênio 2016-2017. As etapas de iniciação, promoção e progressão de carcinogênese têm sido comumente associadas ao estresse oxidativo, em que o excesso de espécies reativas de oxigênio (ERO) promove dano tecidual e produção de compostos prejudiciais aos tecidos. No organismo, o estresse oxidativo ocorre quando há desequilíbrio entre os sistemas pró-oxidantes (aumento) e antioxidantes (diminuição).

Os antioxidantes atuam de maneiras diversas contra as ERO, especialmente através de três linhas de defesas orgânicas. A primeira é por intermédio da prevenção, caracterizada pela inibição da produção de substâncias nocivas. A segunda, é a interceptação, em que os antioxidantes interceptam a atividade das ERO. E a terceira e última, é o reparo, que acontece quando as duas primeiras linhas não foram totalmente efetivas.

Análises demonstram que pacientes com câncer apresentam níveis diminuídos de compostos antioxidantes. As enzimas antioxidantes, dependentes de selênio e zinco, que antagonizam o estresse oxidativo, também encontram-se em níveis baixos nas células tumorais. Nesse sentido, tem sido demonstrado que o selênio pode interagir com as vitaminas A e E na prevenção do desenvolvimento de tumores.

Com relação a isto, foi demonstrado em análise, que mulheres com câncer de mama apresentavam consumo diminuído de vitamina E e vitamina A, antioxidantes que podem contribuir no mecanismo de neutralização do perfil pró-oxidativo da doença. No câncer de próstata, diferentes formas de vitamina E, como alfa e gama tocoferol, parecem contribuir de maneira importante na diminuição do risco da doença.


REFERÊNCIA

BONNER, M. Y.; ARBISER, J. L. The antioxidant paradox: what are antioxidants and how should they be used in a therapeutic context for cancer. Future Med Chem., London, v. 6, n. 12, p. 1413-1422, 2014.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Incidência de câncer no Brasil. 2016.
PORTANTIOLO, T. N. Consumo de vitaminas antioxidantes por mulheres com câncer de mama submetidas ao tratamento quimioterápico na cidade de Pelotas-RS. Rev. Bras. Cancerol., Rio de Janeiro, v. 60, n. 4, p. 323-329, 2014.
ROHENKOH, C. C.; CARNIE, A. P.; COLPO, E. Consumo de antioxidantes durante tratamento quimioterápico. ABCD, Arq. Bras. Cir. Dig., São Paulo, v. 24, n. 2, p. 107-112, 2011.
VANCE, T. M. et al. Dietary antioxidants and prostate cancer: a review. Nutr Cancer., Philadelphia, v. 65, n. 6, p. 793-801, 2013.

Intestino e alimentação


Você sabia que nosso corpo abriga uma quantidade enorme de bactérias? É verdade, e o trato gastrointestinal é o local de maior concentração e diversidade de comunidades bacterianas, por isso a microbiota intestinal exerce enorme impacto sobre a função e a saúde do sistema digestivo, impactando a saúde como um todo.
A microbiota gastrointestinal tem agora um reconhecido papel na regulação da imunidade, e alterações de sua composição podem constituir a base para explicar o aumento recente na incidência de doenças autoimunes e inflamatórias. Um microbiota saudável representa um papel importante na maturação do sistema imunitário. Melhorar essa relação faz com que tenhamos uma melhor regulação das nossas funções digestivas, absortivas, imunológicas, hormonais, destoxificantes, entre outras.
Fatores que promovem alteração na integridade da mucosa e microbiota intestinal:
• Baixa ingestão de legumes, frutas, verduras, cereais integrais e leguminosas;
• Consumo constante de carboidratos refinados, aditivos alimentares e fatores anti-nutricionais: excesso de cafeína, álcool e açúcar;
• Deficiência de enzimas digestivas;
• Consumo de alérgenos alimentares (de acordo com a individualidade);
• Deficiências nutricionais;
• Uso frequente de medicamentos (antibióticos, antiácidos, corticoides, laxantes, anticoncepcionais…);
• Jejum prolongado.
Fique atento à sua alimentação e como ela influencia seu corpo.

Fome ou vontade de comer?


Você sabe diferenciar quando está realmente com fome ou quando se trata só de uma vontade passageira? Parece simples? Mas para muitas pessoas isso não é tão fácil assim, por isso vamos lhe dar alguns alertas para saber diferenciar.

Como saber se é fome?
A fome não é seletiva nem específica por algum tipo de comida. Qualquer alimento que você tenha disponível e goste pode matar a fome. Pergunte-se: eu comeria se a opção fosse um ovo cozido? Se a resposta for sim, muito bem, é fome. Se a resposta for não talvez você se encaixe no próximo parágrafo.

É vontade de comer?

A vontade está relacionada, muitas vezes, a uma situação social. Surge quando o alimento está disponível, vemos, sentimos o cheiro, ouvimos falar do alimento. Também chamada de fome social, pode ser bem específica, mas não é urgente. Está relacionada ao prazer, a sentir o gosto, degustar, apreciar, saborear.

Sentir vontade de comer algo não é pecado nenhum, mas a frequência de se render a esse hábito pode lhe trazer algum prejuízo a longo prazo, visto que frequentemente os alimentos que despertam esse desejo são mais calóricos, ricos em gorduras ou açúcares simples.

Por isso, no meio da tarde ou da noite quando sentir “necessidade” de comer ou beliscar algo, pare e pense. Será mesmo necessário? Precisamos, diariamente, travar um diálogo com nosso cérebro. Ele comanda toda a máquina que chamamos de corpo.

A importância da atividade física na infância

A criança precisa de movimento. Pular, saltar, agachar, correr, empurrar, puxar. Enfim, qualquer ato que faça gestos motores que usamos no dia a dia. E nessa fase é primordial para o desenvolvimento saudável físico e mental. A obesidade infantil transformou-se num problema sério de saúde, uma epidemia, graças à má alimentação e ao sedentarismo. A preocupação não esta só na estética, mas principalmente na saúde.

“A criança não é uma miniatura de adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não e só menor, mas também bem diferente.” (Claparede citado por Weineck, 1991. P. 246).

Por isso a Educação física escolar é indispensável. E complementar tais atividades, como caminhar, andar de bicicleta, nadar, treinar etc., também são importantes para atingir o objetivo de dar mais qualidade ao processo do seu crescimento físico e mental.

Tais atividades irão ajudar em sua auto-estima, melhora fisiológica, controle do peso, controle dos níveis de açúcar e colesterol, melhora do sistema respiratório e cardíaco entre tantos outros benefícios.

Por isso os pais devem observar e cada vez mais entusiasmar as crianças a fazer tais praticas e diminuir as atividades ociosas que hoje em dia estão cada vez mais acessíveis a eles. O Professor de Educação Física é o mais indicado a ajudar na escolha e acompanhar as práticas das atividades. Já o Médico e o Nutricionista serão os mais indicados para proporcionar uma alimentação mais saudável e na promoção da saúde.

Revista Cláudia

Confira a participação da Dra. Giselle Barros na Revista Cláudia – 3 testes genéticos que ajudam a decifrar o funcionamento do corpo.